Review: Simon the Sorcerer Origins

Simon the Sorcerer Origins é um retorno charmoso às raízes da magia

 

Simon the Sorcerer Origins chega com uma missão delicada: resgatar o espírito dos point and click clássicos sem parecer preso ao passado. Com humor afiado, visual encantador e puzzles que pedem mais raciocínio do que reflexo, o jogo aposta no charme e na nostalgia como seus maiores feitiços e, é justamente aí que mora sua força. Mas será que essa volta às origens funciona nos dias de hoje? Vamos conferir nessa análise.


Uma origem que respeita o legado

Como o próprio nome sugere, Simon the Sorcerer Origins funciona como uma história de origem do icônico protagonista da série. Aqui, acompanhamos Simon antes de se tornar o feiticeiro sarcástico que marcou os anos 90, explorando suas primeiras aventuras em um mundo mágico tão absurdo quanto cativante.

A narrativa mantém o humor característico da franquia, com diálogos espirituosos, situações inesperadas e aquela quebra constante da quarta parede que sempre foi uma marca registrada da série.

Jogabilidade clássica, sem pressa

O jogo abraça totalmente a estrutura tradicional dos point and click: explorar cenários, conversar com personagens excêntricos, coletar itens e resolver puzzles que exigem atenção e criatividade.

Não há pressa aqui. Simon the Sorcerer Origins convida o jogador a observar, testar possibilidades e, principalmente, pensar. É uma experiência que recompensa curiosidade e paciência, algo que fãs do gênero certamente vão apreciar.

Visual desenhado à mão e trilha acolhedora

Visualmente, o jogo é um deleite. Os cenários desenhados à mão são coloridos, expressivos e cheios de pequenos detalhes que dão vida ao mundo mágico. Cada área parece ter personalidade própria, reforçando a sensação de estar dentro de um conto fantástico.

A trilha sonora acompanha bem esse clima, sendo leve, agradável e discreta, ajudando na imersão sem se tornar repetitiva ou cansativa.

Humor como principal arma

Se existe algo que realmente define Simon the Sorcerer Origins, é o humor. Os diálogos são bem escritos, cheios de ironia, piadas visuais e referências que agradam tanto veteranos quanto novos jogadores.

Mesmo quando os puzzles ficam mais complexos, o jogo consegue manter um tom descontraído, evitando frustrações excessivas.

Onde o jogo pode tropeçar

Por seguir fielmente a estrutura clássica, o ritmo pode parecer lento para quem não está acostumado com o gênero. Alguns puzzles exigem tentativas e erro, o que pode afastar jogadores mais impacientes.

Além disso, a experiência é bastante linear, com pouca margem para soluções alternativas — algo comum nos point and click tradicionais, mas que pode soar limitado para parte do público atual.

A experiência no geral

Jogar Simon the Sorcerer Origins é como abrir um livro ilustrado antigo e se perder em suas páginas. É uma experiência aconchegante, que aposta mais em personalidade e charme do que em inovação técnica.

Ele não tenta reinventar o gênero, mas sim celebrar tudo aquilo que fez os point and click serem tão queridos.


Vale a pena?

Simon the Sorcerer Origins é uma carta de amor aos jogos de aventura clássicos. Bonito, carismático e espirituoso, ele entrega exatamente o que promete: uma jornada leve, divertida e cheia de personalidade.

  • Pontos fortes: humor afiado, visual desenhado à mão, respeito ao legado da série
  • Pontos a melhorar: ritmo lento para alguns jogadores, puzzles mais lineares

Recomendado para fãs de point and click, aventuras narrativas e para quem busca um jogo que valoriza charme e escrita acima de ação.

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