O mangaká japonês Tetsuya Chiba, conhecido por obras como Ashita no Joe e Ore wa Teppei, morreu aos 87 anos. A notícia foi divulgada nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026. Reconhecido como um dos nomes importantes da história do mangá esportivo, Chiba recebeu a Ordem da Cultura do Japão em 2024, uma das mais importantes honrarias culturais do país.
Nascido em Tóquio, Chiba construiu uma carreira que atravessou décadas e ajudou a marcar gerações de leitores. Seu trabalho mais conhecido, Ashita no Joe, tornou-se um fenômeno cultural no Japão, conquistando fãs com a trajetória do jovem boxeador Joe Yabuki e sua rivalidade com Tooru Rikiishi.
Tetsuya Chiba marcou a história do mangá com Ashita no Joe
Após o fim da Segunda Guerra Mundial, Chiba retornou ao Japão vindo da antiga Manchúria, região que hoje faz parte do nordeste da China. Ele estreou profissionalmente como mangaká em 1956 e, pouco mais de uma década depois, começou a publicar sua obra mais emblemática.
Em dezembro de 1967, a revista Weekly Shonen Magazine iniciou a publicação de Ashita no Joe, mangá que acompanha a jornada de Joe Yabuki no boxe. A história conquistou uma base apaixonada de fãs, especialmente pela trajetória do protagonista e pelo confronto com seu rival, Tooru Rikiishi.
O sucesso ultrapassou as páginas da revista e transformou a obra em um fenômeno social no Japão. A série tornou-se uma referência entre as histórias esportivas dos mangás, consolidando o nome de Chiba entre os artistas mais influentes de sua geração.
Uma carreira reconhecida pelas principais honrarias do Japão
Além de Ashita no Joe, Tetsuya Chiba ficou conhecido por Ore wa Teppei e outras obras que contribuíram para sua trajetória no mercado japonês de quadrinhos.
Seu trabalho foi reconhecido com diversas condecorações ao longo dos anos. Em 2002, recebeu a Medalha de Honra com Fita Roxa, concedida por contribuições em áreas acadêmicas e artísticas. Em 2012, foi agraciado com a Ordem do Sol Nascente, Raios de Ouro com Roseta, e, em 2014, foi reconhecido como Pessoa de Mérito Cultural.
O reconhecimento atingiu um marco em 2024, quando Chiba recebeu a Ordem da Cultura. A honraria reforçou a importância de sua contribuição para a cultura japonesa e para a história dos mangás.
Chiba também atuou na formação de novos profissionais e na representação da categoria. Foi presidente da Associação Japonesa de Cartunistas entre 2012 e 2018 e trabalhou como professor e reitor da Universidade de Arte Bunsei, na cidade de Utsunomiya, entre 2005 e 2022.
O legado de Tetsuya Chiba
A trajetória de Tetsuya Chiba representa uma parte importante da evolução do mangá japonês, especialmente das histórias esportivas. Com personagens marcantes e conflitos que conquistaram leitores para além do público habitual dos quadrinhos, Ashita no Joe permanece como sua obra mais emblemática.
Sua contribuição foi além da criação de histórias: Chiba também participou de instituições ligadas aos mangás e da formação acadêmica de novos talentos. Seu trabalho e o impacto cultural de suas obras deixam uma marca duradoura na história dos quadrinhos japoneses.


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