Se você sente saudade dos beat 'em ups clássicos, daqueles em que a solução para praticamente qualquer problema era acertar alguém com uma espada, Blades & Battles pode chamar sua atenção. Desenvolvido pela QUByte Interactive, o jogo resgata a ação dos fliperamas dos anos 90 e mistura pancadaria medieval, fantasia arturiana e gráficos 3D com visual pixelado.
Inspirado em clássicos como Golden Axe e Knights of the Round, o game coloca Arthur e Lancelot em uma aventura de combate contra hordas de inimigos. A proposta é simples e direta: avançar pelos cenários, combinar golpes, usar ataques especiais e derrubar chefes enormes. Sem precisar de uma tese sobre o sentido da vida para entender o objetivo. Bora entender mais nessa análise!
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Arthur e Lancelot: dois cavaleiros, estilos diferentes
Em Blades & Battles, os jogadores podem escolher entre dois heróis lendários. Arthur aposta na força e em golpes capazes de desequilibrar os adversários, enquanto Lancelot privilegia a velocidade, os avanços rápidos e os combos com vários ataques.
Essa diferença ajuda a dar personalidade aos personagens e oferece alternativas para quem prefere uma abordagem mais pesada ou um estilo de combate ágil. O sistema também inclui combos, habilidades especiais e magias, mantendo o foco na ação arcade em vez de apostar em mecânicas excessivamente complexas.
A aventura se passa em um universo inspirado nas lendas do Rei Arthur e acompanha acontecimentos anteriores à formação da Távola Redonda. Entre os cenários estão florestas, regiões congeladas e áreas perigosas que servem de palco para os confrontos contra as forças de Morgana le Fay.
Um beat 'em up com alma de fliperama
O principal atrativo de Blades & Battles é sua proposta de resgatar a estrutura dos jogos de pancadaria lateral. A progressão privilegia o combate direto, com grupos de inimigos ocupando a tela e chefes que exigem atenção aos ataques e aos momentos de contra-atacar.
O visual também merece destaque. Os cenários são construídos em 3D, mas recebem um filtro pixelado que busca reproduzir a estética dos jogos clássicos e acaba nos dando aquela sensação de um game feito em algum período dos anos 1990. Há opções para ajustar esse efeito, incluindo estilos com pixelização mais intensa ou uma apresentação mais suave.
É uma escolha interessante para quem gosta de jogos retrô, embora o filtro visual, por si só, não garanta a mesma sensação dos clássicos. O que realmente importa nesse gênero é a resposta dos controles, o impacto dos golpes e o equilíbrio dos confrontos. A QUByte também realizou ajustes de combate e balanceamento durante o desenvolvimento, incluindo mudanças na recuperação após quedas e no comportamento dos inimigos.
Cooperativo local é o grande trunfo
Um bom beat 'em up fica ainda mais divertido quando há alguém ao lado para dividir a pancadaria. Blades & Battles permite jogar a campanha em cooperativo local para dois jogadores, recuperando aquela experiência de chamar um amigo para enfrentar os chefes juntos.
A cooperação combina bem com a proposta arcade e pode ser o principal motivo para revisitar as fases. O jogo também pode ser aproveitado individualmente, mas quem procura uma experiência para compartilhar no sofá encontrará aqui um dos recursos mais interessantes do pacote.
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Vale a pena jogar Blades & Battles?
Por outro lado, a campanha curta e a quantidade limitada de personagens e modos extras podem reduzir sua longevidade. O jogo parece mais interessante para quem procura uma aventura direta para jogar com outra pessoa do que para quem espera um pacote recheado de conteúdo e motivos para repetir a campanha indefinidamente e não se incomode com proposta visual mais clássica.
No fim, Blades & Battles tem uma boa espada na mão, mas precisa de variedade para manter a aventura afiada. Para fãs de pancadaria retrô, vale ficar de olho. Só não espere que a Távola Redonda tenha espaço para um elenco inteiro de cavaleiros.





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