Review: Diablo II: Resurrected – Reign of the Warlock

 
 
Alguns jogos sobrevivem ao tempo de forma surreal. Às vezes parece inexplicável e, além de ser muito bem feito, parece um pacto com o "tinhoso". Lançado originalmente nos anos 2000, Diablo 2 Resurrected não é apenas uma camada de tinta nova; é a prova de que o vício em loot é eterno. 
 
 

O pacto com o Tinhoso: A História

O game dá sequência aos eventos do primeiro Diablo (1996). O herói venceu a batalha, mas acabou possuído. Agora, acompanhado por figuras simpáticas como Andariel, Duriel e o onipresente Mephisto, o Senhor do Terror vaga pelo mundo corrompendo tudo o que toca. Nosso papel? Limpar essa bagunça antes que ele se torne o Senhor da Destruição. 
 
 
 

Remasterização ou Remake? O novo visual

O ar de RPG de mesa bem adaptado continua lá. A Blizzard conseguiu manter a jogabilidade "travada" propositalmente (no bom sentido do frame data clássico) enquanto entrega gráficos em 4K que dão vida nova às masmorras. É como se a nossa memória da infância finalmente encontrasse a realidade gráfica atual. 
 

A Arte de Ressuscitar: A Classe do Bruxo

O Bruxo TCar não existe e não pode te machucar... Sabor Emergente

Se você, assim como eu, gosta de ver o circo pegar fogo enquanto se diverte, o Bruxo é a escolha suprema e grande novidade da DLC Reign of Warlock. No Resurrected, essa classe brilha por sua versatilidade:
 
  • Exército de Esqueletos: Nada supera a sensação de andar com 10 "parças" ossudos varrendo o mapa para você.
  • Explosão de Cadáveres: Provavelmente a habilidade mais satisfatória do jogo. Você usa o erro do inimigo contra ele mesmo.
  • Maldições: O controle de grupo aqui é absurdo. Diminuir a resistência ou a velocidade dos chefes torna o grind muito mais seguro.
 
Dica de Ouro: O Bruxo é excelente para quem joga solo, mas cuidado com os corredores apertados do Maggot Lair; seus lacaios podem acabar te prendendo!
 
Para quem quer testar algo diferente do que costuma jogar tradicionalmente, como ser mais melee ou ranged nos ataques, o Bruxo vai entregar essa versatilidade. Ele vai permitir que você fique mais distante na luta ou, se achar melhor, encantaremos nossa arma e atacaremos sem medo como o Bárbaro já nos ensinou desde 1996.
 

O Despertar do Lorde: Reign of Destruction (Lord of Destruction)

Se o jogo base já era um mergulho no abismo, a expansão que acompanha o Resurrected eleva a aposta. Aqui, o foco sai do deserto e das selvas para nos levar às terras gélidas dos Bárbaros. Mas não se engane pela beleza da neve; o mal aqui é mais denso.
 
 

⚠️ Alerta de Leve Spoiler: O Plano de Baal

A história gira em torno de Baal, o Senhor da Destruição, que após ser libertado, parte em uma marcha implacável rumo ao Monte Arreat. O objetivo? Corromper a Worldstone (Pedra do Mundo), o artefato que mantém o equilíbrio entre o Céu, o Inferno e o nosso mundo (Santuário).

O "spoiler" que muda tudo é a percepção de que, mesmo vencendo as hordas de demônios, a vitória tem um gosto amargo. A corrupção de Baal na Pedra do Mundo força uma decisão drástica de Tyrael que altera para sempre o destino da humanidade — um gancho que ecoa até os eventos de Diablo 3 e 4.

Quando chegamos nessa parte, a transição para o Ato V é onde o jogo realmente testa a sua build. Se você estiver de Bruxo, prepare-se: os espaços amplos das montanhas são ótimos para o seu exército, mas os chefes de área possuem resistências que vão te obrigar a usar cada maldição do seu grimório.

Dica de Sobrevivência: Não subestime os "Anciões" no cume da montanha. Eles são o verdadeiro teste de fogo (ou gelo) antes de você encarar o trono da destruição.

 

Vale a pena jogar?

 

Mesmo anos após o lançamento da versão Resurrected, o jogo continua sendo a "escola" de todos os ARPGs modernos. Ele dibrou os problemas da Blizzard e entregou o que prometeu: nostalgia pura com conforto moderno.

Diablo II Ressurrected Reign of the Warlock nos entrega visual impecável, fidelidade ao original, cross-progression porém, mantém um Inventário que ainda é pequeno (clássico, mas dói) e os servidores às vezes oscilam. Ainda assim, a aventura e satisfação estão garantidas.

Nota: Este texto é uma versão remasterizada e expandida de um review originalmente publicado por Renan Pinheiro no Armadura Nerd em 2021.

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