Você já quis seguir a filosofia do mestre Bruce Lee? Chegou o momento! Em Fading Echo, temos um game interessante que, ao utilizar fórmulas atuais, une criatividade para entregar uma jogabilidade muito divertida e empolgante. Vamos conferir o que te aguarda nesse game.
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Seja como água, meu amigo!
No comando da jovem heroína One, uma Lenda abençoada (e amaldiçoada) pelo poder do Æther, os jogadores são arremessados em um ecossistema fragmentado e ameaçado por uma força misteriosa conhecida como Paradoxo. O grande diferencial? A capacidade de transformar o próprio corpo em água e manipular elementos como vapor e gelo para resolver puzzles e trucidar inimigos.
Fading Echo nos entrega um RPG de ação com elementos que já estamos acostumados, ou até cansados, de ver nos games atuais para aumentar a longevidade da gameplay. Contudo, ele faz algo que me surpreendeu e prende minha atenção logo no tutorial envolvendo o spray.
One e sua capacidade de se transformar em uma espécie de slime aquático têm um enorme potencial para utilizar o ambiente a seu favor das mais diversas formas possíveis. Não apenas para superar obstáculos, mas também para sobreviver aos combates.
Nessa forma, ela pode absorver elementos do cenário e utilizá-los de diferentes maneiras. Cada elemento oferece uma vantagem para a exploração e outra para o combate. Por exemplo, ao entrar em contato com o fogo, One ganha velocidade de deslocamento e assume uma forma de vapor capaz de superar obstáculos mais distantes. Durante as batalhas, seus ataques passam a incendiar os inimigos. Tá, tô sendo jogado na lava ou no rastro de fogo.
Na forma de slime, o elemento atual também gera um rastro capaz de aplicar efeitos negativos nos adversários enquanto fortalece One. Água congela, ácido enfraquece, fogo queima e por aí vai. É algo tão simples e tão bem utilizado que dá uma vida e uma identidade muito bem-vindas a Fading Echo.
Saber utilizar tudo isso é fundamental para avançar, afinal, o game se passa em dimensões diferentes. Diversas vezes teremos de ir e voltar para nossa realidade para resolver puzzles, avançar pelos cenários e cumprir o objetivo da vez. É um game que dá vontade de passar por tudo isso, mesmo tendo a bendita árvore de habilidades para deixarmos One ainda mais forte.
Versão brasileira de respeito
Outro ponto em que Fading Echo se destaca e surra boa parte da concorrência é na localização. Ter legendas em português já seria o mínimo esperado para um jogo lançado oficialmente por aqui. Mas a equipe foi além e investiu em uma dublagem completa. E não qualquer dublagem: é um trabalho de alto nível, daqueles que deixam a jornada ainda mais envolvente.
Entre as vozes estão nomes como Carol Valença, Guilherme Briggs, Flávia Saddy, Leo Rabello, Adriana Torres e Reginaldo Primo. É muito legal reconhecer uma voz familiar conforme novos personagens aparecem durante a aventura. Vale a pena ficar de ouvidos bem atentos.
Vale a pena jogar Fading Echo?
Fading Echo é, sem dúvidas, um RPG de ação muito gostoso de jogar pelas ideias que coloca em prática, mesmo utilizando alguns sistemas que eu, particularmente, já estou um pouco cansado de encontrar em praticamente todo lançamento.
Mas ele traz algo que não vejo com tanta frequência: a vontade de sair um pouco da caixinha dos games atuais. Em vez de simplesmente decorar padrões, o jogo incentiva o jogador a entender como utilizar todas as habilidades de One para avançar e superar cada desafio. Essa proposta funciona muito bem.
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Dominar Fading Echo não significa decorar sistemas, mas compreender como eles interagem entre si e provocar essas combinações de propósito. Para quem gosta de testar os limites das mecânicas e explorar possibilidades fora do óbvio, como eu, Fading Echo é um prato cheio.
Por enquanto, Fading Echo está disponível para PC e, em breve, também chegará ao Xbox Series X|S e PlayStation 5. Seja água sem medo, meu amigo!




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